Iniciando a conversa

O que te inquieta? O que te estimula? Quais são seus desafios profissionais? Quais são suas experiências? Eu tenho as minhas inquietações, dúvidas e angústias. Quero colocá-las aqui.

domingo, 16 de outubro de 2011

MBA: duas conversas sobre o mesmo assunto

Colocarei duas conversas sobre o assunto. A primeira com uma funcionária considerada de nível senior e a segunda com um gerente.

Primeira conversa:

A - Soube que você viajará na próxima semana, sairá de férias?
B - Não irei para o módulo presencial do meu MBA. Será uma semana de aula.
A - Não sabia que você estava fazendo um MBA, mas qual é o motivo? Porque quem faz um tem objetivos profissionais, que ter um cargo ou pensa em mudar de emprego.
B - Mas, é exatamente por isso que estou fazendo. Quero ter uma perspectiva profissional, procuro meu desenvolvimento, quero mais desafios.
A - Eu não preciso de mais nada, as tarefas que tenho já são de bom tamanho. Não quero estudar mais.

...

Segunda conversa:

A - Você deveria fazer um mestrado, um MBA, já que tem ambições profissionais.
B - Eu não preciso. Para que vou perder meu tempo, já que tenho outras atividades mais interessantes depois do meu horário de trabalho? E, posso ler as dissertações que muitas pessoas escrevem e aprender tanto quanto elas.
A - Você deveria rever sua opinião já quer acalnçar um posição mais alta.
B - Vou ter um diploma para colocar na parede? Não preciso gastar meu dinheiro em vão.
...

Tirem suas próprias conclusões.

sábado, 15 de outubro de 2011

Quando mudar de emprego?

As perguntas nuncam ajudam, sempre atrapalham ou não são respondidas da forma como gostaríamos que fossem. Eis aí mais uma pergunta.
É difícil definir qual é o momento certo, não é amanhã, mês que vem, no próximo ano. Não dá para marcar, agendar. Claro que a vontade de mudar pode ser esta marca, ainda mais quando os desafios não aparecem, sempre as mesmas atividades, as mesmas discussões e pessoas, enfim a mesmice. Eu, pessoalmente, não suporto fazer a mesma coisa sempre. Nem sou tarefeira. Preciso do novo, do desafio, de ser questionada e aí quando me deparo com um ambiente de trabalho que não me proporciona isso, claro que a vontade de mudar aparece.
Mas, quando mudar? Existe um período que precisamos cumprir? Não falo do aviso prévio após a demissão, falo de quanto tempo preciso para saber se estou "no lugar certo"? Será que nos primeiros três meses conseguimos perceber o que este ambiente proporcionará em termos do que queremos enquanto profissionais? Será que é o primeiro ano? Quando??
Acredito que a resposta seja relativa. Mas, se nestes primeiros meses logo nos sentimos deslocados, desmotivados e sem vontade de estar ali, mesmo assim é hora de mudar? Ou devemos pensar nas alternativas? Quais são elas??
Alguns profissionais de RH consideram que a experiência em uma determinada posição não deve ser menor do que um ano. Já ouvi algumas pessoas, em busca oportunidades, colocarem que devem esperar o pimeiro ano para pedir demissão, caso contrário o currículo não será bem visto. Verdade ou mentira?
Ao mesmo tempo, principalmente em países que estão vivendo uma economia acelerada, como o Brasil, este período pode ser relativo. Muitas pessoas estão buscando novas oportunidades, leia-se também salários mais altos, e não se preocupam se estão há 3 meses, 2 anos ou 10 anos na empresa. O mais importante é a oportunidade.
Como avaliar esta oportunidade considerando o tempo da mudança de emprego?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Qual é o momento certo para começar um MBA?

Já fiz esta pergunta várias vezes e este post está diretamente relacionado ao anterior.
Fiquei pensando novamente nela quando li a reportagem no blog Rio sobre a entrada no Brasil nos ranking dos MBAs internacionais. Enfim, muitas questões a serem discutidas em torno do título.
Fica o link da reportagem e a pergunta.

Relação teoria e prática

Na semana passada, um colega de trabalho me ligou para conversar sobre como escolher o melhor operador de produção. Não é uma escolha fácil quando nos referimos ao mercado de óleo e gás, quando a posição está localizada em Houston (EUA), quando o assunto é experiência profissional.
Ele me contou que tinha recebido muitos currículos e que alguns não possuíam experiência profissional, sendo enfático que estes já estavam fora do processo. Segundo ele: como contratar pessoas que nunca trabalharam?
Mesmo oferencendo programas de formação no local de trabalho (on the job training), estava fora de propósito contratar alguém sem experiência. Tentei ponderar dizendo que alguns poderiam ser teoricamente bons e que poderiam aprender com esta experiência, que todos precisamos de uma primeira para ingressarmos no mercado. E, ele logo perguntou o motivo pelo qual o estágio deveria ser descartado. Mas, eu não disse que deveríamos destarcar esta etapa tão importante da inserção no mercado.
Enfim, a conversa foi longa, mas as interrogações ficaram. Até onde ir com a formação, digo fazer mestrado, pós-graduação, doutorado e onde começar a experiência profissional. Colocando assim, parece que são duas coisas deslocadas, mas não são.
Pensemos na linha do tempo: graduação-estágio-trabalho-pós e trabalho-trabalho-mestrado e trabalho e assim por diante. São áreas que precisam se cruzar, que precisam caminhar juntas. A teoria não é suficiente sem a experiência profissional, sendo esta fortalecida, enriquecida com a primeira.
Estou sentindo fortemente esta interdependência no curso que estou fazendo, seu eu não tivesse passado por diversas experiências profissionais, a teoria seria em vão. Como entender o mecanismo gerencial de uma empresa, o estilo de liderança de um líder, os processos de gestão sem nunca ter pisado em uma empresa?? Como estudar um caso, escrever um report sem nunca ter vivido o cotidiano do trabalho??
O conheicmento tácito, aquele aprendido nas relações de trabalho, no trabalho, são fundamentais para suportar o conhecimento teórico. E, este último nos dará a base para aprimorar nossas experiências.
Teoria-prática-teoria-prática-teoria-prática-teoria-prática-teoria-prática-teoria-prática

Vida profissional e vida pessoal: separar ou misturar??

Já que falamos em Facebook no post anterior, vamos refletir sobre a seguinte questão: convido meu colega de trabalho para ser meu amigo "do" Facebook?
Esta pergunta apareceu porque relacionei a anterior e adicionei um fato. Ontem, no elevador, ouvi um colega comentando sobre as fotos, da colega de trabalho, que ele viu no Facebook, a qual ele conheceu nesta mesma semana, ou seja, não tinha intimidade para tal comentário. O mesmo não foi indiscreto, mas também não foi comum.
A moça, que nem sabia que tinha uma foto dela lá, pois foi a outra colega que postou, logo respondeu ríspida que não dava abertura para qualquer tipo de comentário a respeito de sua vida pessoal. Ele deu um sorriso branco, sem graça e não disse mais nada. Ela ficou muito brava e foi logo comentando com a outra que não tinha gostado nada.
O fato é corriqueiro, já que é comum as pessoas terem acesso a tal ferramenta no prórpio ambiente de trabalho. Já vi muitas pessoas usarem no horário do trabalho sem o menor problema ou vergonha. Janela aberta e o papo rolando na troca instântanea de mensagens.
Precisamos analisar para que servem as redes sociais. E, como eu, você e meus colegas vamos nos apropriar delas, seja do Facebook, do LinkedIn ou até mesmo do email corporativo. O suporte está aí para ser usado, dependerá de nós como, com quem e quando. E, mais importante é ter um limite. Posso usar o email corporativo para contactar um amigo, claro que posso. Mas, não posso para escrever uma lista de palavrões e mandar para meu primo, tio, seja lá quem for.
Eu acredito, e faço isso na minha vida diária, que a vida pessoal é uma coisa e a vida profissional é outra, que não devemos misturar para que uma não tenha mais importância que a outra, já que são instânicas diferentes. Meus problemas pessoais ficam na porta do escritório, meus problemas do trabalho ficam no elevador. Mas, acredito que a vida pessoal contribui para aquilo que queremos ser enquanto profissionais. Explico: nosso nível de responsabilidade, nosso compromotimento, nossa motivação e até as experiências.
O mais importante é ter uma postura profissional respeitável, onde você se resguarde dos olhos e das "conversas" alheias. Eu sou a mesma pessoa em ambos os lugares, mas devo saber até onde posso ir. Não vou colocar uma foto comprometedora no meu perfil do Facebook.
As opiniões variam e cada um sabe o que faz :)

Procurar emprego no Facebook??

As pessoas que buscam novas oportunidades de trabalho sempre procuram sites relacionados ao tema ou as redes sociais adequadas, como o LinkedIn e tantos outros. Mas, procurar vagas no Facebook é uma novidade.
Várias empresas no mundo estão usando esta ferramenta, que é aberta, gratuita, para encontrar o perfil ideal para as respectivas vagas. A avaliação do perfil do candidato vai desde rede de contatos até questões pessoais e do cotidiano.
Empresas nos EUA, na Ásia e também no Brasil já estão usando este novo recurso para o processo de recrutamento, o qual dependerá muito das informações que você coloca na rede. Não podemos esquecer que nossos dados estão disponíveis, além claro da nossa vida pessoal. Então, cuidado para não misturar a vida pessoal com a vida profissional e se expor demais para um futuro empregador.
Vale a pena ler no Globo on line de hoje a matéria: Facebook é o preferido dos gestores de RH.